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Sim, existe horta em SP

Foto: Santamaria Silveira

As hortas comunitárias em praças públicas viraram uma febre na cidade de São Paulo. Assim, espaços urbanos esquecidos, tomados pelo mato e pelo lixo, se transformaram em canteiros improvisados de cebolinhas, manjericão, alecrim, tomates, pimentas, couve, tomilho, pepinos, capuchinhas, alfaces, etc.

Você encontra muitos tipos de hortas, que estão mudando a paisagem paulistana. Algumas são famosas e organizadas, como a das Corujas, na Vila Beatriz, que conta com fonte de água no terreno, regras de convivência, autorização para funcionamento da subprefeitura e escala de voluntários.

Outras são totalmente espontâneas, como a que ocupa a praça jornalista Roberto Corte Real, em frente do Fórum de Pinheiros, na Vila Madalena. Criada pelo professor de educação infantil, Diego Ramos Lahóz – que faz o serviço mais pesado de manejo – a horta está crescendo e encantando moradores e transeuntes.

Inicialmente, Diego começou a plantar mudas da Mata Atlântica, até que surgiu a ideia de fazer o primeiro canteiro, que incomodou o morador, vizinho à praça, exigindo que ficasse a seis metros do muro dele. Sem se importar com a exigência, Diego continuou a cuidar e ocupar o espaço público. Ele lembra que a atual gestão municipal vem cooperando para conservar áreas verdes por meio de empresas, mas que ele pretende adotar o espaço como pessoa física.

Diego conta com a colaboração de voluntários para trazer garrafas de água para regar os canteiros, tirar um matinho aqui e ali, plantar uma nova muda, fazer compostagem de folhas; mas foi preciso ensinar como usufruir da horta por meio de recados colaborativos.

“No início, houve um estranhamento, ninguém sabia se podia colher. Numa segunda fase, plantávamos 20 mudas de manjericão e alecrim e as pessoas levavam os pés inteiros. Por isso, foi útil a plaquinha com o recado: tire só que precisa”, diz.

O canteiro do Diego já recebeu menção do Conselho Regional de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Cultura de Paz, da Subprefeitura de Pinheiros. Agora, ele quer passar o conhecimento adiante e ministrar aulas como voluntário para os alunos da Escola Estadual Maximiliano Pereira dos Santos, próxima à praça, e ensinar aos estudantes os cuidados com a horta, com o meio ambiente, ampliando o senso de cidadania e a convivência.

Os cuidados não cessam: com a recente queda de uma árvore na praça, que danificou muitas mudas, Diego e voluntários estão cerrando os galhos para criar uma contenção para proteger os canteiros.

Em um deles tem uma placa que retrata o espírito dessa horta orgânica na Vila Madalena: “ Sim, existe amor em SP”, numa alusão à música do Criolo, (Não existe amor em SP), porque São Paulo é “Um labirinto místico/onde os grafites gritam/ Não dá pra descrever”.

Link Curto: http://bit.ly/2Hvho9V

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