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Tamanduá-bandeira corre risco de extinção no Cerrado paulista

Pesquisa da bióloga Alessandra Bertassoni, da Universidade Estadual Paulista (UNESP), estima que a população de tamanduás-bandeira no Cerrado paulista sofreu uma redução acima de 30%, na última década, e pode desaparecer dentro de apenas 20 nos. O impacto da ação humana pode ser sentido no entorno da Estação Ecológica de Santa Bárbara, onde o estudo foi realizado. Ela é cercada por culturas de cana-de-açúcar, plantações de eucaliptos, pinus e pastagens, além de ser recortada pela rodovia Castelo Branco.

Dentre os fatores que contribuem para esse quadro de vulnerabilidades do tamanduá-bandeira na região estão alteração de seu habitat pela presença humana, os atropelamentos, as caçadas, as queimadas, uso de agrotóxicos e até conflitos com cães, uma vez que o Cerrado hoje é uma região com alta fragmentação.

Ao longo da pesquisa de dois anos em campo, foram capturados e monitorados por GPS 8 indivíduos, que foram acompanhadas para detectar deslocamentos e moradias dos tamanduás-bandeira nas áreas protegidas ou não. Para identificar a pelagem dos diferentes indivíduos foram utilizadas armadilhas fotográficas, aos pares, que acionavam o infravermelho, quando o animal passava, fazendo fotos de dois ângulos diferentes.

Ao todo foram analisadas 15 mil fotos e, segundo a pesquisadora, o tamanduá-bandeira não se adapta ao ambiente da monocultura, alterado pelo homem, como a capivara. As fêmeas aventuram-se pelas áreas de cultivo e pastagens, ficando mais sujeitas a atropelamentos, caça e conflitos com cães.

Para conhecer a íntegra do trabalho, clique aqui

Link Curto: http://bit.ly/2x3qEBk

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