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Livro conta a história da descoberta da Arara-azul-de-lear

Divulgação

A Arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari), que já foi criticamente ameaçada de extinção, ganhou um livro do fotógrafo João Marcos Rosa e do escritor Gustavo Nolasco, “Jardins da Arara de Lear” (Editora Nitro). As fotos são belíssimas, até porque Rosa é alinhado ao ativismo ambiental, foi colaborador da National Geographic e lançou em 2015, a obra “Arara-Azul Carajás”.

O nome da arara-azul-de-lear é uma homenagem ao explorador e ilustrador inglês Edward Lear, que desenhou a espécie em 1828, que foi descrita cientificamente por Charles Lucien Bonaparte, sobrinho de Napoleão, em 1856, com base em um exemplar pertencente ao Museu de História Natural de Paris.

O livro de Rosa e Nolasco conta a curiosa história do naturalista alemão Helmut Sick, que realizou várias expedições pela caatinga brasileira na busca de desvendar um dos maiores enigmas da ornitologia: encontrar a misteriosa espécie da arara-azul-de lear, que era considerada extinta. A única pista que ele tinha era a ilustração de Lear.

Somente em 1978, o obstinado cientista alemão conseguiu desvendar pela primeira vez a área de ocorrência na natureza da arara-azul-de-lear: em Canudos, no sertão da Bahia, iniciativa que já havia sido tentada por outras expedições, sem sucesso. Por toda essa história de resistência, a arara-azul-de-lear é uma ave rara e a mais visada pelo tráfico internacional de animais. Na época da descoberta, a contagem não ultrapassou 50 indivíduos.

O livro também mescla as histórias de homens e mulheres sertanejos, que os autores encontraram pelas cidades do bioma da caatinga, que participaram da descoberta do naturalista alemão e sua relação com o “tesouro” das araras-azul-de-lear, atualmente com uma população estimada de 1.300 indivíduos.

Embora seja semelhante à arara azul grande é muito menor, pesa menos de 1 quilo. Sua plumagem é de azul intenso e pode voar até 100 quilômetros para se alimentar. Sua alimentação principal são coquinhos da palmeira Licurí, mas inclui mandacaru, flor de sisal e se adaptou ao milho, encontrado nas fazendas e sítios da região. Sua área de habitat inclui dois sítios principais: Estação Ecológica de Canudos e Fazenda Serra Branca (reserva particular).

De acordo com o ICMbio, a arara-azul-de-lear saiu da situação de “Criticamente em Perigo” para situação de “Perigo”. Já esteve incluída no Apêndice I da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES) e Lista Oficial de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção (MMA-2003).

Link Curto: http://bit.ly/2x2qMBg

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