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Boletim Ambiental

A maior ameaça aos oceanos

Um estudo da revista “Science” estima o quanto foi produzido, descartado e destruído de plástico, desde a época de 1950. O resultado assusta: 8,3 bilhões de toneladas foram acumuladas, sendo que somente 30% deste montante estão em uso, 9% foram reciclados, 12% incinerados e 79% constituem nosso pesadelo: estão se acumulados nos lixões ou no meio ambiente, sendo um grave problema de contaminação dos oceanos.

Hoje, a média global é de 60 quilos de plástico per capta/ano. Parte desse montante vai para os córregos, rios, oceanos e, fragmentados, chegam ao estômago dos organismos marinhos. São os microplásticos, que medem menos de 5 milímetros, são microscópicos, criados a partir da degradação do plástico, quando perde a elasticidade e se fragmenta.

O caminho do microplástico até a contaminação dos oceanos pode vir das indústrias ou até do saco plástico de lixo que colocamos na porta de casa. Ele pode ter despejo irregular, ir parar em córrego, rios e chegar direta ou indiretamente ao mar. Estudos apontam que 90% dos resíduos sólidos encontrados nos oceanos são plásticos.

As universidades brasileiras têm se destacado no número crescente de trabalhos que apontam os impactos negativos causados pelos microplásticos no ambiente marinho, principalmente a Universidade de São Paulo e a Universidade Federal de Pernambuco.

Se os organismos aquáticos ingerem grandes quantidades de plásticos (confundidos com alimento) podem ter bloqueio intestinal, úlceras de estômago, alterações hormonais, mudanças no crescimento e reprodução. Pior: os microplásticos atraem substâncias tóxicas como o tributilestanho (tinta de barco) e se potencializam. O impacto do plástico na cadeia alimentar é assustador. Até plânctons, base alimentar de muitos seres marinhos, estão comendo microplásticos. O impacto de tudo isso está sendo mensurado na alimentação humana.

Link Curto: http://bit.ly/2vG0ww0

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