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Jacarés padecem em zoológico improvisado

Os jacarés de papo amarelo no Rio de Janeiro vivem em confinamento a céu aberto nas lagoas de Jacarepaguá, Barra e Recreio, uma vez que foram expulsos de seu habitat pelo avanço da ocupação urbana na zona oeste carioca.

Circulando pelo lixo, quintais e canais com águas poluídas, que recebem o esgoto local, milhares de jacarés sobrevivem em condições precárias e sem ter outra opção, embora tenham chegado antes à região, como indica a palavra tupi-guarani para Jacarepaguá, que significa “baixa lagoa dos jacarés”.

O número de jacarés vem diminuindo, pois, as condições inadequadas têm gerado o nascimento de mais machos. A sensação de presença mais intensa nas áreas urbanas decorre do fato de que o espaço que eles dispõem para viver está diminuindo cada vez mais. Os jacarés comem alguns peixes, aves e ratos que conseguem capturar. Quando as pessoas jogam alimentos aos jacarés, como bolachas, estão contribuindo para alterar o metabolismo e comportamento dos animais.

Segundo a ICMBio, o jacaré de papo amarelo é encontrado “nos biomas Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica e Pampas, desde a região costeira do Rio Grande do Norte, passando pelas bacias dos rios São Francisco e Paraná/Paraguai, até a Lagoa dos Patos e Mirim, no Rio Grande do Sul”. Na avaliação de risco de extinção, o Instituto aponta apenas que deve ser monitorado, mas no Rio de Janeiro não conseguem ter reconhecida sua importância ecológica e padecem em um “zoológico improvisado”.

Link Curto: http://bit.ly/2uSyvzi

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