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Boletim Ambiental

Contagem regressiva contra o aquecimento global

A Espiral da Morte é o período que precede o fim dos seres vivos, seria o último estágio da vida. Esse também é o título do livro do jornalista Cláudio Angelo sobre o impacto das mudanças climáticas: “Espiral da Morte – como a humanidade alterou a máquina do clima” (Companhia das Letras, 2016), que trata do derretimento das geleiras polares, como observado na Groenlândia e no Ártico.

Como bom jornalista científico, Angelo escava fundo e ouve diferentes atores nesse debate enriquecido com observações, explicações e análises sobre as mudanças climáticas e seus impactos sobre a vida na terra e os desafios na busca de um clima estável. Ao abordar esse tema complexo, humaniza a questão, reunindo histórias de pessoas que estão no epicentro da crise do aquecimento em vários locais do planeta.

O livro conta, entre outras histórias, a de uma cidadezinha no fim do mundo, chamada Upernavik, na Groenlândia, onde é possível mensurar os prejuízos do derretimento das geleiras na vida das pessoas. Upernavik também é nome de uma geleira que está encolhendo rapidamente. De 2005 a 2010, 53 bilhões de toneladas degelo se incorporaram às águas do mar e deram origem a terremotos na pequena cidade. 0 fenômeno se chama repique isostático, ou seja, quando se perde o gelo, a crosta terrestre tende a voltar à forma original e isso não acontece sem traumas.

Não é possível pensar na Groenlândia sem seu manto de gelo, que “recobre 80% dos 2,2 milhões de quilômetros quadrados do território (…). Os nativos têm um nome próprio para essa capa glacial: in-landsis, ou ´gelo interior´, em dinamarquês. Seu volume total é estimado em 2,9 milhões de quilômetros cúbicos, cerca de 10% do gelo da Terra”, explica Cláudio.

Atualmente, não há como não fazer a correlação entre o delego na Groenlândia e o bloco gigante de gelo, de 6 mil km² de extensão e peso de 1 trilhão de toneladas, que se desprendeu da plataforma de gelo Larsen-C, na Antártica. Considerado um dos maiores icebergs já registrados na história, encolherá a plataforma em 10%. O manto de gelo remanescente é o menor da história e vai implicar na redefinição de mapas da região. Sem dúvida, enfrentamos mais uma “Espiral da morte” com o deslocamento desse iceberg gigante. O livro também narra as pesquisas ambientais importantíssimas realizadas pelos cientistas brasileiros na Estação Comandante Ferraz (Antártica), que foi destruída por um incêndio em 2012.

Link Curto: http://bit.ly/2w2UPoc

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