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Preservar 50% do planeta

Apontado como um dos maiores e mais polêmicos biólogos do mundo, Edward O. Wilson lançou no ano passado o livro “A Criação – Como salvar a vida na terra” (Half-earth: Our planets fight for life), propondo devolvermos metade do planeta à natureza, que propiciaria salvar até 90 % de nossa biodiversidade. Para EO Wilson, que é professor de Harvard, as causas da extinção da biodiversidade do planeta estão sedimentadas nos seguintes pontos: impacto de espécies invasoras, níveis de crescimento populacional, poluição e agricultura, agropecuária e pesca insustentáveis.

Em outro livro de sua autoria “A conquista social da Terra”, E.O. Wilson aponta as contradições da humanidade versus o meio ambiente: “Criamos uma civilização de Guerra nas estrelas, com emoções da Idade da Pedra, instituições medievais e tecnologia divina. Nós nos debatemos. Ficamos perplexos com o mero fato de nossa existência, e nos tornamos um perigo para nós e para o resto dos seres vivos”.

No “Half-Earth”, Wilson lembra que conhecemos apenas 20% das espécies de todos os tipos de organismos existentes no mundo (plantas, animais e micro-organismos), cuja estimativa chegaria a 10 milhões. Ressalta, também, que apenas 3% dos oceanos do mundo estão protegidos sob a forma de reservas, geralmente localizadas nas zonas costeiras dos países. Ele propõe chegar à proteção a 50 %, proibindo a pesca em alto-mar, o que levaria ao crescimento dos cardumes nas áreas costeiras de pesca, segundo estudos.

Nessa cruzada pela preservação da metade do planeta, Wilson que já conta com apoio dos preservacionistas e ambientalistas, mas busca conseguir o apoio das igrejas americanas com grande penetração junto à população, usa um bom exemplo: “Para argumentar à boa maneira dos evangelhos, peço licença para contar a história de um jovem recém-treinado para o ministério religioso, e tão apegado a sua fé cristã que submetia todas as questões morais às suas leituras bíblicas. Quando visitou a floresta tropical do Brasil, semelhante a uma catedral à beira do Atlântico, viu ali a mão manifesta de Deus e anotou em seu caderno: “Não é possível dar uma ideia adequada dos sentimentos superiores de deslumbramento, admiração e devoção que inundam e elevam a mente”. Esse era Charles Darwin em 1832, no início de sua viagem no HMS Beagle, antes de ter dedicado qualquer pensamento à evolução”.

Link Curto: http://bit.ly/2sL0SQq

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