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Saída dos EUA do Acordo de Paris pode elevar temperatura em 0,3 grau Celsius

Ativista protesta em Nova York contra decisão do presidente Donald Trump de retirar os EUA do Acordo de Paris. Foto: JEWEL SAMAD/AFP

Estimativa é de especialista da Organização Meteorológica Mundial

A decisão tomada por Donald Trump de retirar os EUA do Acordo Climático de Paris terá graves consequências para o futuro do planeta, alertou nesta sexta-feira a Organização Meteorológica Mundial. Em entrevista à Reuters, Deon Terblanche, diretor do Departamento de Pesquisas Atmosféricas e Meio Ambiente do organismo ligado às Nações Unidas, estimou que a retirada dos EUA podem adicionar 0,3 grau Celsius à temperatura média global no fim do século.

O especialista ressaltou, contudo, que trata-se apenas de uma estimativa, considerando o pior cenário. Ainda não existe um modelo climático considerando o impacto da decisão de Trump, já que os EUA, até a administração passada, lideravam os esforços globais no combate às mudanças climáticas.

Na tarde desta quinta-feira, Trump anunciou que os EUA irão se retirar do Acordo Climático de Paris, assinado em 2015 por 195 países. Com a decisão, os EUA se juntam à Síria e à Nicarágua como as únicas nações do mundo a não participarem do pacto. A decisão foi duramente criticada por governos e especialistas em praticamente todo o mundo.

Fui eleito para representar os eleitores de Pittsburgh (cidade da Pensilvânia), não de Paris — disse Trump durante o anúncio nos jardins da Casa Branca, em evento com ares de relançamento de governo. — Vamos começar negociações para reentrar no Acordo de Paris ou numa nova transação que seja mais justa. A partir de hoje, os Estados Unidos cessarão toda a implementação do Acordo de Paris e os encargos financeiros e econômicos draconianos que o acordo impõe ao nosso país.

As reações foram imediatas e contundentes contra Trump. Até a decisão de quinta-feira, líderes globais praticamente imploraram a Trump para manter o país no acordo global, como ocorreu no fim de semana no G7, reunião das sete nações mais desenvolvidas do planeta, na Itália. A Alemanha — cuja premier, Angela Merkel, disse no fim de semana que os europeus não poderiam mais confiar nos americanos —, a França e a Itália agiram rápido e, em um comunicado, informaram que não vão aceitar nenhuma renegociação do Acordo de Paris:

Eu digo a vocês firmemente esta noite: não iremos renegociar um acordo menos ambicioso. Não há saída — pontuou Emmanuel Macron, o presidente francês, que assumiu o cargo há menos de um mês. — Não se confundam em relação ao clima. Não há um plano B porque não há um planeta B.

Mundo reage à retirada dos EUA do Acordo de Paris

A meta dos EUA no Acordo de Paris era cortar de 26% a 28% as emissões de gases de efeito estufa até 2025, tendo como base o volume de emissões de 2005. Isto para tentar evitar que a temperatura global suba mais de 2 graus Celsius até 2100, o que geraria um degelo ainda maior das calotas polares e aumento do nível dos oceanos, entre outras consequências.

Link Curto: http://bit.ly/2qKbGgF

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