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Ação quer retirada de invasores da Flona Bom Futuro

Foto: Juvenal Pereira/WWF-Brasil

Pelo menos duas frentes de invasão estão em curso na Floresta Nacional (Flona) do Bom Futuro, unidade de conservação federal localizada nos municípios de Porto Velho e Ariquemes, em Rondônia. Por causa disto, o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público Estadual (MP/RO) ingressaram com uma ação civil pública na Justiça Federal para obrigar a União a retirar os invasores, reprimir os crimes ambientais com a presença da Força Nacional e disponibilizar recursos para aumentar o número de fiscais do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio).

Consta na ação que atualmente as ações de fiscalização da unidade de conservação possuem apenas dois fiscais do ICMBio e seis policiais do Batalhão de Policiamento Ambiental. A Floresta Nacional do Bom Futuro tem sofrido com o corte de árvores, os incêndios criminosos e o loteamento ilegal de sua área.

A ação será julgada pela Justiça Federal em Porto Velho e pode ser consultada no seu site pelo número 1000462-95.2017.4.01.4100. No julgamento da ação, a Justiça Federal pode ainda determinar o pagamento de multa diária em caso de descumprimento da futura decisão. O valor sugerido pelo Ministério Público foi de R$ 10 mil por dia, a cada um dos réus.

As invasões foram intensificas em janeiro deste ano, com a difusão de vários boatos na região. Alguns líderes das invasões já foram identificados. Há relatos de que a invasão avança para a terra indígena Karitiana, colocando em risco o modo de vida do povo tradicional e a biodiversidade da região, considerada extremamente frágil.

A Flona do Bom Futuro existe há mais de 29 anos e tem grande histórico de invasões. Desde 2000, as invasões foram intensificadas pela ação de grileiros de terra, causando desmatamento, furto de madeira, colocação de pastagens, entre outros crimes ambientais dentro da unidade de conservação.

Em 2009, durante a Operação Terra Nova, houve a instalação de bases de operação e barreiras nos principais acessos à Flona para evitar furto de madeira, entrada de instrumentos da exploração florestal, rebanhos de bovinos e novos invasores. Em decorrência disto, invasores promoveram mobilizações. Uma delas bloqueou o acesso ao canteiro principal de construção da usina hidrelétrica de Jirau.

Atualmente a maior concentração de invasores é na parte oeste da Flona, localizada a 70 quilômetros do centro urbano do município de Alto Paraíso, e tem cerca de 250 pessoas. Segundo MPF e MP/RO, as invasões são uma “onda sistemática, orquestrada e criminosa, fomentada por agentes políticos, fazendeiros, empresários, servidores públicos e ligas camponesas”.

 

Link Curto: http://bit.ly/2qsVfoA

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