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EUA acusam Fiat Chrysler de violar lei de emissão de gases

Sergio Marchionne, da Fiat, nega as acusações feitas contra a montadora. Foto: Jeff Kowalsky/Bloomberg via Getty Images

Os EUA abriram um processo contra a Fiat Chrysler, acusando a fabricante automobilística ítalo-americana de descumprir normas que regulamentam os níveis de emissões de motores a diesel, mas não chegaram a acusar a companhia de ter projetado intencionalmente seus veículos para fraudar testes ambientais.

O Departamento de Justiça dos EUA estava em negociações com a Fiat para tentar evitar o processo, e a fabricante fazia um último esforço para chegar a um acordo, propondo uma correção para 104 mil veículos movidos a diesel nos EUA que não conseguiram satisfazer a fiscalização ambiental.

A decisão de seguir em frente com o processo legal é um revés para a montadora, ampliando as perspectivas de grandes multas e penalidades. Mas as acusações permitem à Fiat evitar o mesmo destino da Volkswagen, sua rival europeia, acusada pelo Departamento de Justiça de desenvolver um software para driblar intencionalmente os testes de emissões de óxido de nitrogênio. As ações da Fiat caíram quase 3% após as notícias sobre o processo.

As acusações pairavam sobre a Fiat desde janeiro, quando a Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) americana acusou a empresa de violar as leis de emissões em seus veículos a diesel. As acusações foram publicadas um dia depois que a Volks concordou em pagar uma multa criminal de US$ 4,3 bilhões por descumprir as leis americanas contra a poluição. A Fiat disse que estava “desapontada” com a ação, mas que irá “defender-se vigorosamente”.

Em seu acordo com Washington, a Volks reconheceu que os “dispositivos fraudadores” que usou em seus veículos diesel permitiram que eles funcionassem diferentemente, em condições de teste, do que durante sua operação normal. Isso permitiu que enganassem os testes de emissões usados pelo governo para identificar veículos que emitem poluentes em excesso.

Embora os veículos Fiat também tenham sido acusados de incorporar “dispositivos fraudadores”, fontes próximas à empresa insistiram que a designação é um termo abrangente no âmbito da legislação ambiental americana, incluindo conduta menos clamorosa do que a admitida pela Volks. “Isso não significa que [Fiat] fez a mesma coisa”, disse uma pessoa próxima à empresa.

Sergio Marchionne, diretor-executivo da Fiat, negou as acusações da EPA em janeiro e acusou a agência de “jogar para a plateia”, comentando que as acusações foram feitas durante a presidência de Barack Obama. O caminho do litígio está sendo trilhado pelo governo de Donald Trump, que poderia ter optado por abandonar o processo se achasse que as acusações tinham motivação política.

Link Curto: http://bit.ly/2r4XP1b

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