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Iniciativa privada espera segurança jurídica com novo licenciamento

Obras da estrada de ferro do Paraná estão paradas, no aguardo de uma aprovação do licenciamento ambiental. Foto: Karime Xavier/Folhapress

Empresas de setores que precisam de licenciamento ambiental esperam que novas regras dos ritos para obter autorização tragam mais segurança aos investimentos.

O processo inteiro deverá passar a ser previsto em lei federal —hoje, ele é determinado por portarias do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente.

A pluralidade de regras municipais, estaduais e federais faz com que órgãos públicos receiem assinar a aprovação de obras, diz José Martins, da Cbic (câmara da indústria da construção).

“Certamente a lei vai reduzir o prazo, mas o mais importante é a segurança jurídica. Qualquer licenciamento no Brasil pode ser questionado porque há áreas cinzas entre regulamentações.”

A entidade responsável por conceder o licenciamento é o Ibama, mas ele recebe pareceres de outros órgãos, como o Iphan, para decidir.

O problema, diz um executivo do setor de infraestrutura, é que esses órgãos fazem pedidos esdrúxulos passíveis de questionamentos legais.

Se houver um protocolo regido por lei, o comportamento vai flutuar menos, diz.

A ABCR (associação de concessionárias de rodovias) considera que “medidas que venham a flexibilizar as atuais regras são bem-vindas”.

Investimentos do comércio em SP atingem maior nível em 2 anos

O nível de investimentos do comércio paulista melhorou 20% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, mas permanece baixo, segundo a FecomercioSP.

O índice segue negativo: em uma escala de 0 a 200, está em 68, o que significa que os comerciantes que reduziram seus aportes no mês ainda são maioria.

Ainda assim, o indicador chegou a seu ponto mais alto dos últimos dois anos.

“Não queremos criar otimismo, mas é um sinal de melhora, ainda que a base de comparação seja um cenário muito ruim”, afirma o assessor econômico da entidade Guilherme Dietze.

A expectativa da federação é que, no segundo semestre, o nível de investimentos no Estado passe a ser positivo, segundo ele.

O índice que mede a expectativa de contratar nos próximos meses deixou de ser negativo desde outubro do ano passado.

Em abril, a intenção de ampliar o quadro de funcionários era 47,6% maior que há um ano. Na comparação com o mês anterior, o aumento foi de 10,2%.

Multiplicação

A companhia de tecnologia para finanças Wecash, de origem chinesa, fará um investimento de R$ 120 milhões para se reordenar em oito diferentes empresas.

O aporte virá da matriz na China, onde o negócio tem seus principais clientes.

A empresa foi fundada em 2014 e está no Brasil há menos de um ano.

A principal atividade hoje é construir aplicativos para operadoras de cartões de crédito. Com esse produto, a empresa consegue ter acesso a dados dos clientes das instituições financeiras.

Essas informações passarão a fazer parte de um banco de dados que a Wecash vai oferecer a comerciantes e bancos —um serviço de birô de crédito, mas mais voltado a empréstimos.

“Nós só vamos ganhar dinheiro se a avaliação feita com os nossos dados gerar uma transação efetiva”, afirma Roger Madeira, diretor de operações no Brasil.

Entre as novas modalidades de negócios estarão a cobrança de devedores, um serviço para seguradoras de saúde e a intermediação e concessão de empréstimos.

Destaque de Maio em Mercado Aberto

Roger Madeira, diretor de operações da empresa de tecnologia Wecash, que fará investimento de R$ 120 milhões em sua reestruturação. Foto: Zanone Fraissat/Folhapress

Menos gente, mais receita

O número de pessoas com seguro saúde caiu cerca de 3% em 2016, mas o setor teve aumento de receita de 12,5%, em termos nominais, e chegou a um faturamento global de R$ 164 bilhões.

O valor das mensalidades é influenciado pela inflação médica, que é maior que a alta dos demais preços na economia, afirma Marcio Coriolano, presidente da CNSeg (confederação do setor).

“Pode ter havido queda no número de beneficiários por um lado, mas não se pode esquecer que a variação de preços médicos é extrema e influencia os valores.”

Efeito Rio de Janeiro

O setor de hotéis teve, no primeiro trimestre, queda de 7,1% no indicador que multiplica a receita média pelo número de apartamentos disponíveis, de acordo com o Fohb (que reúne redes hoteleiras).

O resultado foi impactado pelo Rio de Janeiro, segundo maior mercado do país, cuja redução foi de 31%.

“A superoferta na cidade e a demanda da Olimpíada, que mexeu na base de comparação, afetam um pouco esses números”, diz Manuel Gama, presidente da entidade.

O setor prevê que, sem o Rio, a receita média por quarto crescerá de 7% a 8% em 2017.

A rede BHG teve queda de 19% na capital fluminense. Na média nacional, a retração foi de 3%, afirma Tomás Ramos, diretor de vendas do grupo.

“Tivemos de intensificar as outras regiões para diminuir a perda no Rio. No Nordeste, crescemos 20%.”

Os dados de abril já mostram um aquecimento do setor, diz Ronaldo Albertino, da rede Bourbon, cuja receita subiu 4% no primeiro trimestre.

Mesa… O Grupo Marelli, de mobiliário para escritórios tem um novo CEO. Assume Francisco dos Santos, um dos sócios fundadores.

...de trabalho O Grupo Marelli, de mobiliário para escritórios tem um novo CEO. Assume Francisco dos Santos, um dos sócios fundadores.

Óleo A Chevron Lubrificantes planeja alta de vendas em 7% até o fim deste ano. Entre as ações, estão capacitação de funcionários e promoções.

 

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