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Coalizão contra fracking do solo tem primeira vitória

O movimento que luta contra o uso da técnica de fracking (fraturamento) para exploração do gás no Brasil obteve sua primeira vitória no âmbito dos Estados. Em dezembro último, havia sido sancionada a lei que suspende por 10 anos a atividade no Paraná. E, no mês de março, foi mantido, pela Assembleia Legislativa do Estado, o veto ao artigo terceiro dessa lei, que permitia ainda testes e pesquisa sísmica.

Um terço das reservas brasileiras de gás está na Bacia Sedimentar do Paraná, a maior em volume, que atinge os Estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. E 42% da água consumida no Paraná é de fontes subterrâneas.

O fracking é uma técnica para explorar o gás de xisto ou gás de folhelho. Para obter o gás, é usada uma sonda que perfura o solo na vertical até determinada profundidade e depois vira 90 graus e segue subterrânea e paralela à superfície.

Através dessa sonda, são injetados com forte pressão água e mais de 500 produtos químicos, muitos deles tóxicos, alguns radiativos e cancerígenos. A pressão provoca miniterremotos, as rochas se quebram e o gás é expelido, voltando pelo caminho aberto pela sonda e sendo então capturado. Torres com uma chama no topo indicam a exploração de uma área.

O problema é que, nesse processo, há contaminação dos lençóis de água subterrâneos e também dos rios onde são lavados os equipamentos das usinas. Há casos notórios de danos para populações, plantações e rebanhos em áreas próximas às zonas de exploração do gás na Argentina e nos Estados Unidos, só para dar dois exemplos.

“Na Argentina, fazendas produtoras de frutas como maçã, pera e pêssego sofreram contaminação de água que arruinou a produção de mais de 65 mil agricultores”, conta Juliano Bueno de Araújo, doutor em engenheira ambiental e coordenador da Coalizão Não-Fracking Brasil (Coesus).

Cenas com água pegando fogo, devido à presença do gás metano, viraram a marca registrada da campanha que gerou um clipe com a música-lema “Don’t Frack My Mother”, com aparições de Yoko Ono, Sean Lennon, Liv Tyle e Susan Sarandon pedindo a proibição do fracking no estado de Nova York em 2013.

O movimento contra o fracking no Brasil atua em três frentes: federal, estadual e municipal. No âmbito federal, apoia o projeto de lei 6904, de 2013, de autoria do então deputado Sarney Filho, hoje ministro do Meio Ambiente, que pede a suspensão da exploração. Também está em tramitação a PL 4.118, de 2015, do deputado Marcelo Belinati (PL), pedindo a proibição do fracking no país.

Link Curto: http://bit.ly/2oh5utT

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