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Cidades Mortas: Modelo da crise urbana

No Brasil, o título do livro “Cidades Mortas” nos remete à clássica obra de contos de Monteiro Lobato que, no início do século XX, retratou a decadência de algumas cidades do Vale do Paraíba, depois do declínio do ciclo do café.

Mas a obra homônima, a qual nos referimos, é do escritor norte-americano Mike Davis, que reúne artigos sobre temas urbanos, como aquecimento global, saturação das cidades, degradação ambiental e social, enfim trata dos problemas contemporâneos das grandes metrópoles e do conflito clássico entre a necessidade e o desperdício.

De acordo com a ONU, atualmente mais da metade da população mundial (54%) já vive em cidades; mas até 2050, serão mais de 70% da população, que viverão em áreas urbanas. Dessas, as estimativas apontam que 3 bilhões viverão em favelas. A taxa de crescimento de favelados concentrados em megacidades supera a de aumento da população global.

Mark Davis faz uma reflexão sobre as cidades, que podem ter sua “morte” definida por vários fatores. Ele fala até em “ecocídio” e no ambiente artificial das cidades, que vêm impondo um alto custo às suas populações, principalmente pelo excesso do consumo de energias não renováveis. Para o autor, as cidades sustentáveis, com fontes limpas e renováveis ainda são utópicas diante das necessidades do mercado. Para ele, as cidades deixaram de ser um refúgio contra a “natureza” e hoje são foco de nossos medos, com condições sanitárias e ambientais distantes do ideal.

De forma profética, Davis constrói cenários, apontando que a degradação ambiental está trazendo de volta as grandes epidemias, que foram comuns em séculos passados, além de sustentar catástrofes contemporâneas, gerando mais desigualdade, crise hídrica, poluição, intolerância, favelização e mais violência.

Link Curto: http://bit.ly/2oh7oL6

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