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Boletim Ambiental

Quase 80% da geração eólica vêm da região

Com ventos contínuos e intensos e um dos melhores índices de irradiação do mundo, o Nordeste assistirá nos próximos anos ao reforço da energia eólica e solar, que deverão receber mais de R$ 20 bilhões em investimentos em diversos projetos. Em fevereiro, a capacidade de geração eólica no Brasil atingiu o recorde de 10,7 GW (7,1% da eletricidade do país), sendo que 8,3 GW (ou 77,5% do total) estão nos nove Estados da região.

Rio Grande do Norte, com 3,4 GW, Bahia, com 1,9 GW, e Ceará, com 1,8 GW, são os três Estados com mais usinas eólicas instaladas ou em teste no Brasil. A expansão será maior: existem pouco mais de 7 GW de capacidade em construção ou já contratados, sendo que 95% do total estão em projetos no Nordeste, com destaque para a Bahia com 3,5 GW, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica).

Nos últimos três verões, em que condições climáticas reduziram a capacidade dos reservatórios das hidrelétricas que atendem à região, as usinas eólicas responderam por mais de 30% da geração do Nordeste, com um fator de capacidade em alguns momentos superior a 60%, o dobro da média mundial. Segundo o Plano Decenal 2024, do governo federal, a capacidade instalada eólica brasileira chegará a 24 GW em 2024 respondendo por 11,4% da total. O NE terá 21,6 GW (90%).

O potencial atrai investidores. Um deles é a Enel Green Power, que está investindo cerca de US$ 2 bilhões na construção de quatro novos parques solares e três eólicos no país, que adicionarão cerca de 1.249 MW de capacidade instalada. São 442 MW de projetos em construção de energia eólica e 807 MW de energia solar. Serão aplicados US$ 980 milhões à construção dos quatro parques solares.

Três dessas plantas solares estão sendo construídas na Bahia e uma no Piauí, sendo que as quatros estão previstas para entrar em operação em 2017. A planta de Nova Olinda (292MW) no Piauí é a maior planta solar atualmente em construção na América Latina, seguida da planta de Ituverava (254 MW) na Bahia.

Fonte: Valor

Os projetos foram arrematados em leilões de reserva em 2014 e 2015. “Hoje não há capacidade instalada dos fornecedores no Brasil para atender a toda essa potência instalada, uma parte dos parques é importada, mas estamos ajudando empresas estrangeiras para que elas transfiram sua tecnologia ao Brasil”, diz Carlos Zorzoli, presidente da Enel no Brasil.

Já as três plantas eólicas atualmente em execução pela Enel estão localizadas na Bahia. Em 2015, a empresa inaugurou, em Pernambuco, o primeiro parque híbrido do Brasil, que compreende um parque solar com 11 MW de capacidade instalada e uma planta eólica (80 MW). “Essa tecnologia híbrida reduz custos de conexão e existe complementariedade entre elas, já que a solar gera mais ao meio dia e a eólica à tarde. Mas para que existam novos projetos é preciso que haja regras dos leilões federais que permitam a criação desses produtos híbridos”, diz Zorzoli. A usina híbrida em Pernambuco foi resultado de um leilão realizado pelo governo do Estado em 2013.

Joint venture entre a Neoenergia (50%) e a Iberdrola (50%), a Força Eólica do Brasil (FEB) tem investido R$ 1,1 bilhão nos Estados da Paraíba e Rio Grande do Norte. No Rio Grande do Norte, a empresa aplicou recursos na construção de três parques eólicos, com 84 MW, na região da Serra de Santana. Esses empreendimentos têm sua energia comercializada no mercado cativo durante 20 anos, tendo iniciado o fornecimento de energia no primeiro dia deste ano.

No interior da Paraíba, o grupo está construindo 94,5 MW em três parques eólicos na Serra de Santa Luzia (Parque Eólico Lagoa 1, Lagoa 2 e Canoas), com expectativa de gerar 400 empregos no pico da obra (diretos e indiretos), iniciada no segundo semestre de 2016. Esses parques possuem compromisso de entrega de energia no mercado regulado por 20 anos, com entrega de energia a partir de janeiro de 2019. “Entretanto, o grupo tem expectativa de antecipação da operação comercial para outubro de 2017 e a energia será comercializada no ambiente livre”, diz Laura Porto, diretora de operações.

A Força Eólica do Brasil tem 13 empreendimentos eólicos em operação comercial e 3 em construção. Em operação são 372 MW. A empresa também olha o desenvolvimento da energia solar, com projetos em carteira que estão em fase de desenvolvimento.

Em maio, com sete meses de antecedência em relação ao volume de energia comercializado no leilão A-3 realizado em 2014, a Casa dos Ventos inaugurou o complexo de Ventos de São Clemente, localizado na região do Agreste de Pernambuco e resultado de investimento de R$ 1,2 bilhão. Em 2015, a empresa tinha inaugurado o complexo de Santa Brígida, com 182 MW de potência instalada, também em Pernambuco. Neste primeiro semestre deve ser inaugurado o complexo de ventos na chapada do Araripe, na fronteira entre os Estados de Pernambuco e Piauí, com 360 MW de potência instalada, sendo que 126 MW estarão em território pernambucano.

Link Curto: http://bit.ly/2m9dzQD

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