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Febre amarela mata primatas em três Estados

O surto de febre amarela em Minas Gerais, Espirito Santo e São Paulo ameaçam humanos, mas também primatas. A epidemia já matou dezenas de bugios (Batalou). A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Feliciano Abdala (MG), que concentra grande população de muriquis-do-norte, está no epicentro do atual surto de febre amarela.

Os primatas são muito vulneráveis ao contágio da doença. Se a taxa de mortalidade em humanos chega a 50% em infectados não tratados, em primatas ela ultrapassa 90%, o que torna os animais indicativos perfeitos de que a região está sendo atingida pela epidemia.

Em São Paulo, também há registros de macacos mortos com febre amarela, nas cidades de Jaboticabal, Ribeirão Preto e municípios da região de São José do Rio Preto. Já a Secretaria de Estado de Saúde do Espírito Santo registrou a morte de 54 macacos por suspeita de febre amarela nas regiões sul e noroeste do Estado, desde o início do ano.

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus e transmitida unicamente por mosquito. A contaminação se dá quando uma pessoa (ou macaco) é contaminada pelo vírus e em seguida mordida por um mosquito, que passará a ser o transmissor da doença. Na região rural, o transmissor normalmente é o mosquito Haemagogus ou Sabethes. Nas cidades, o vetor é o famoso Aedes aegypti. Desde 1942 não é registrado a ocorrência de febre amarela urbana no país.

A febre silvestre, que ocorre em regiões rurais ou de mata, nunca deixou de ocorrer. O último grande surto, em 2009, causou a morte de mais de 2 mil bugios no Rio Grande do Sul, falecidos ao contrair a febre ou mortos. Por ignorância, é comum primatas serem abatidos em surtos de febre amarela, acusados de serem os causadores da doença. Não são.

“Os primatas são os nossos sentinelas, eles que estão indicando que a doença está ali e que pode atingir os humanos. Se pensar direito, os macacos mal servem de reservatório [do vírus] porque acabam morrendo muito rápido. Os humanos, por terem mais resistência, é que vão permitindo que o mosquito que os pica possa transmitir o vírus para outra pessoa”, explica o primatólogo Fabiano Rodrigues de Melo, professor da Universidade Federal de Goiás e um dos maiores especialistas do país em Muriquis.

Link Curto: http://bit.ly/2k4WuDb

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