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Vale e BHP Billiton chegam a acordo

A mineradora Vale informou ontem que fechou, em documento não vinculante, acordo com a BHP Billiton e a Samarco Mineração sobre os termos e condições gerais para o uso da cava da mina Timbopeba, de sua propriedade, para depósito de rejeitos da controlada, que teve suas operações paralisadas desde 5 de novembro de 2015, após rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG). O acordo é uma caminho para que volte a operar.

Pelo acordo, a Vale transferiria a cava de Timbopeba à Samarco e, em compensação, a empresa forneceria à Vale uma quantidade de minério não processado por um determinado período. Conforme a Vale, um acordo definitivo sobre isso permanece sujeito ao sucesso da negociação entre as partes, à diligência prévia e às aprovações governamentais necessárias. A Vale espera que ocorra em 2017.

Após a obtenção das licenças ambientais necessárias para a utilização da cava de Alegria Sul, é esperado que a Samarco deposite temporariamente seus rejeitos nesta cava por um período de dois a três anos de operação. “O uso da cava de Timbopeba permitirá à Samarco operar por vários anos, sem a necessidade de uma nova estrutura de barragens”, afirma a Vale.

No início de dezembro, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) deu anuência para que a cava Alegria Sul, em Mariana, fosse utilizada como depósito provisório de rejeitos de minério pela Samarco, no primeiro sinal verde que a empresa teve para retomar suas operações, paralisadas desde novembro do ano passado.

Em evento com investidores em Londres recentemente, o presidente da Vale, Murilo Ferreira, disse que havia a alternativa de se utilizar mina de Timbopeba, que não precisaria do licenciamento ambiental tradicional, “e daria mais 11 anos de contenção de rejeitos.”

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