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MPF denuncia 22 pessoas e 4 empresas por desastre em Mariana

Procurador da República em Minas Gerais José Adércio Leite Sampaio, em coletiva sobre a denúncia de 26 pessoas e empresas pelo desastre de Mariana (Foto: Reprodução/TV Globo)

Dentre as denúncias, 21 são por homicídio qualificado com dolo eventual.
Rompimento de barragem é o maior desastre ambiental da história do país.

O Ministério Público Federal em Minas Gerais denunciou 22 pessas e 4 empresas pelo rompimento da Barragem de Fundão, da Samarco, em Mariana, na Região Central do estado. Dentre as denúncias, 21 pessoas são acusadas de homicídio qualificado com dolo eventual – quando se assume o risco de matar. Os procuradores da República apresentaram a conclusão das investigações nesta quinta-feira (20), em Belo Horizonte.

A barragem se rompeu no dia 5 de novembro de 2015, destruindo o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana e atingidos vários distritos e cidades. Os rejeitos também atingiram mais de 40 cidades na Região Leste de Minas Gerais e no Espírito Santo. O desastre ambiental, considerado o maior e sem precedentes no Brasil, deixou 19 mortos.

Dentre os denunciados por homicídio estão Ricardo Vescovi, diretor-presidente licenciado da Samarco, Kléber Terra, diretor-geral de operações, três gerentes operacionais da empresa, 11 integrantes do Conselho de Adminsitração da Samarco e 5 representantes da Vale e BHP Billiton, donas da Samarco, na governça da mineradora. Eles também são acusados dos crimes de inundação, desabamento, lesão corporal e crimes ambientais.

A Samarco, a Vale e a BHP Billiton são acusadas de nove crimes ambientais. Já a consultoria VogBR e o engenheiro Samuel Loures são acusados de apresentação de laudo ambiental falso.

O procurador da República José Adércio Leite Sampaio disse que o MPF pediu a reparação dos danos causados às vítimas. O valor será apurado durante a instrução processual, que deve ser feito pela Justiça.

“Havia sempre a busca pela exploração de mais minério, sempre em busca de aumentar os lucros e dividendos para a Samarco e suas detentoras”, disse o procurador. “houve um sequestro da segurança em busca do lucro”, acrescentou.

Inquérito da Polícia Federal

Na conclusão do inquérito da Polícia Federal, em junho deste ano, oito pessoas e as empresas Samarco, Vale e VogBR foram indiciadas por crimes ambientais e danos contra o patrimônio histórico e cultural.

Foram indiciados: Ricardo Vescovi, diretor-presidente licenciado, Kléber Terra, diretor-geral de operações, Germano Lopes, gerente-geral de projetos, Wagner Alves, gerente de operações, Wanderson Silvério, coordenador técnico de planejamento e monitoramento e Daviely Rodrigues, gerente, todos da Samarco, Rodrigo de Melo, gerente das usinas do Complexo da Alegria, da Vale, e Samuel Paes Loures, engenheiro da VogBR.

Link Curto: http://bit.ly/2emW2zx

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