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Pesquisa apura causas da mortandade de abelhas

Os apicultores dos estados de São Paulo e do Rio Grande do Sul vêm enfrentando uma mortandade inédita de milhões de abelhas em colmeias, mas que até então não tinha causa definida.

Em São Paulo, pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Federal de São Paulo realizaram um estudo e estimam que já morreram 255 milhões de abelhas no Estado, de 2014 a 2017.

O enfraquecimento, declínio e desaparecimento das colônias de abelhas é preocupante porque traz grande desequilíbrio para a biodiversidade e a produção de alimentos, já que as abelhas são as grandes polinizadoras da natureza. Segundo a Embrapa, das 141 espécies de plantas cultivadas no Brasil para uso na alimentação, 85 espécies dependem da polinização animal.

São conhecidas as causas globais do desparecimento das abelhas, como uso intensivo de agrotóxicos, perda dos habitats, ataque de parasitas e mudanças climáticas. Agora, os cientistas paulistas reforçam uma causa: uso inadequado de produtos químicos. Muitos aplicados são em quantidades acima do recomendado; sendo pulverizados por avião ou empregados em áreas agrícolas, quando deveriam ser usados somente em áreas urbanas.

No Rio Grande do Sul, as regiões mais atingidas pela mortandade de abelhas são Missões, Alto Uruguai e Campanha. O estado é o maior produtor de mel do Brasil, reunindo 30 mil apicultores, que produzem cerca de 8 mil toneladas do produto por ano.

O Grupo de Trabalho da Câmara Setorial de São Borja acatou as denúncias dos apicultores próximos a áreas de culturas de soja, arroz, milho, que alegam ser os agrotóxicos, principalmente do grupo Neonicotinóides (Clotianidina, Imidacloprid, Tiametoxam) e Fipronil, o agente da mortandade das abelhas, porque entram na seiva e contaminam o pólen e néctar das flores. A Emater/Ascar Candelária estimou uma redução de 40% no volume do mel recolhido nas últimas safras no Estado.

Link Curto: http://bit.ly/2MujEnX

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