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Pele impressa em 3D substitui animais em testes

Trabalho desenvolvido pela pesquisadora Carolina Catarino, a partir de um modelo de pele humana reconstruída in vitro para testar a toxicidade de cosméticos em laboratórios, na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, foi ampliado em tese de doutorado nos EUA e recebeu o prêmio Lush Prize 2017, que é voltado a pesquisas que produzam testes de toxidade para ingredientes e produtos, sem uso de animais.

Em muitos países, o uso de animais em testes para cosméticos vem sendo proibido e no Brasil transita projeto de lei (PLC70/2014) no Senado Federal nesse sentido, que já foi aprovado na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática. Geralmente, são utilizados coelhos e ratos para realizar esses testes de toxidade na produção de cosméticos, perfume e higiene pessoal.

No trabalho de Catarino, os modelos de pele são impressos em 3D (bioprintagem). As amostras são provenientes de cirurgias plásticas ou postectomia (circuncisão de recém-nascidos). Isoladas, as células são expandidas in vitro no sentido de gerar quantidade suficiente de células para reconstruir a pele.

Para imprimir, é necessário preparar “tintas biológicas” (bio-inks) compostas por uma mistura de proteínas existentes na pele humana. A impressão em 3D é controlada por software. As amostras de pele são mantidas em incubadoras por até 21 dias para diferenciar as camadas da pele.

O doutorado de Carolina Catarino foi realizado no Rensselaer Polytechnic Institute, no estado de Nova York, nos Estados Unidos, com bolsa integral do Programa Ciência sem Fronteiras.

Conheça o prêmio, clique aqui

Link Curto: http://bit.ly/2EqobUy

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