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Fim da queima da palha da cana-de-açúcar

Depois de 10 anos de disputas e ajustes, os produtores de cana-de-açúcar do estado de São Paulo deixarão de queimar a palha da cana, a partir de janeiro de 2018, nas áreas mecanizadas.

A decisão é importante porque São Paulo é o maior produtor de cana-de-açúcar do Brasil, responsável por 60% de toda a produção e só a região de Ribeirão Preto registra 45% desse total. Segundo a Secretaria do Meio Ambiente paulista, com essa decisão, 65 milhões de toneladas de poluentes deixarão de ser lançados no meio ambiente.

A queima da palha da cana-de-açúcar gera 9k de CO2 por tonelada, com ocorrência na estação da seca, de abril a novembro, quando as precipitações são baixas, o que piora as condições de dispersão da fumaça e partículas de fuligem na atmosfera, agravando os efeitos sobre a qualidade do ar e trazendo transtornos e doenças respiratórias e dermatológicas para a população.

Antes desse acordo, aconteceu uma guerra jurídica no Estado de São Paulo contra a queima da palha, uma vez que o Ministério Público e alguns municípios buscaram a proibição da queima por meio de ações civis públicas, impedindo que a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) concedesse autorizações para queima controlada. O governo de São Paulo chegou a ingressar no Supremo Tribunal Federal com recurso extraordinário, questionando lei municipal de Paulínia, que impedia a queima da palha.

Link Curto: http://bit.ly/2l7Vy3Q

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